Você acorda cansado(a), o peito aperta sem motivo claro, a cabeça não para de rodar “e se…?”. Para aliviar, você evita: o convite, a reunião, a viagem, a conversa. Dá um alívio curto. Depois, volta pior. E a vida vai ficando menor.
Eu olho para isso sem julgamento. Eu olho para você inteiro(a): corpo, mente, rotina, contexto. E começo pelo encontro. Sem vínculo, não há confiança. Sem confiança, não há cuidado.
Regra prática que eu uso: se dura, se atrapalha, se me afasta do que importa, é hora de cuidar.
O que eu chamo de ansiedade
(sem rodeio)
- Ansiedade “normal” me prepara para agir.
- Transtorno de ansiedade é quando o alerta fica ligado por semanas e prejudica minha vida (trabalho, estudo, relações, autocuidado).
Como aparece:
- Corpo: taquicardia, falta de ar, tontura, tensão muscular, estômago embrulhado.
- Mente: pensamento em loop, catastrofização, medo de perder o controle.
- Comportamento: evitação — eu fujo do que importa para não ter crise.
Nomes ajudam, mas o
padrão importa mais!
- TAG: preocupação que não desliga (+ sintomas físicos).
- Pânico: crises intensas, medo do próprio medo depois.
- Fobia social: medo de julgamento; eu travo/evito.
- Fobias específicas: avião, altura, agulha, lugares fechados.
- TOC (recorte): pensamentos intrusivos + rituais para “aliviar”.
- (Relacionado) TEPT: hiperalerta após trauma.
Eu olho o seu padrão de alarme e de evitação. É aí que o cuidado muda.
O ciclo que me prende
(e que eu aprendo a quebrar)
O que mantém:
- Sono ruim e horários soltos
- Cafeína/telas à noite (corpo ligado na hora de desligar)
- Evitação (alivia e reforça o medo)
- Hipervigilância (checar corpo o tempo todo)
- Autocrítica (“sou fraco(a)”, “vou falhar”)
Como eu corto:
- Regular sono, reduzir estímulos.
- Treinar regulação (respiração, aterramento).
- Voltar por passos ao que importa (exposição segura).
- Reformular a fala interna (menos acusação, mais cuidado).
Culpa não trata ansiedade. Cuidado trata.
Como eu cuido sempre:
Conectar. Compartilhar. Construir.
1) Conectar
Eu reservo tempo de verdade para te ouvir. Sem pressa, sem rótulo apressado. Eu quero entender seu último mês, como a crise aparece no seu corpo, o que você tem evitado, o que ainda te traz 1% de alívio. Esse encontro é a base.
2) Compartilhar
Eu traduzo a ciência para a sua vida. Explico por que evitar alivia e piora, por que sono e cafeína importam, como exposição funciona (não é “se jogar”; é passo orientado) e quando medicação entra no jogo. Você me diz o que cabe e o que não cabe. A gente ajusta junto.
3) Construir
Eu tiro do discurso e levo para um plano mínimo viável:
- Psicoterapia baseada em evidências (TCC/Exposição, ACT, manejo de pânico).
- Medicação quando indicada (decisão compartilhada, com critério).
- Hábitos terapêuticos enxutos: sono regular, reduzir cafeína, movimento diário, higiene digital.
- Técnicas práticas de regulação (abaixo).
- Exposição gradual com roteiro claro (hierarquia do medo; um degrau por vez).
Consistência vence intensidade. Toda vez.
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